Receitas escritas à mão

20-01-2021

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Muitas são as vezes em que os utentes se zangam ao balcão da farmácia quando lhes dizemos que a receita que trazem não nos permite fazer a comparticipação - desconto da parte do valor que não é paga pelo utente, mas sim pelo Estado e/ou outras entidades - e que vão ter de pagar a totalidade do valor dos medicamentos. E a verdade é que nas farmácias não existe forma de contornarem a situação. 

As receitas escritas pela mão dos médicos estão prestes a desaparecer, mas enquanto isso não acontece, e nestes tempos atribulados em que os médicos não têm mãos a medir, é normal que ainda as receba.

Nesse caso, é muito importante confirmar que a receita:

  • Tem o seu nome ou o nome da pessoa a quem se destina;
  • Tem o número de utente ou beneficiário;
  • Tem a vinheta do médico e a identificação da instituição onde foi passada;
  • Tem a data;
  • Só tem 4 caixas de medicamentos prescritos no total (não mais do que duas do mesmo medicamento);
  • Assinatura do médico (que deverá ser repetida caso seja necessário fazer qualquer correcção/rasura na receita;
  • A excepção legal assinalada - motivo pelo qual a receita foi passada à mão.

Caso alguma destas coisas falhe, como dito anteriormente, na farmácia não poderão fazer a comparticipação. Poderá, eventualmente, levar os medicamentos, mas pelo valor total.

Terá de ser o utente a voltar ao médico para que a receita seja corrigida, para que depois possa voltar à farmácia para que lhe façam a comparticipação. Dê uma vista de olhos, pode ser uma mais-valia.

O tempo de uma consulta médica é precioso e sair das consultas com as questões esclarecidas, prescrições correctas e sem erros é também uma responsabilidade de cada um de nós.


Se tem uma dúvida sobre a sua medicação.